Tinha por volta de 14 anos. Li na Bizz sobre o novo grupo de
um ex-integrante do Clash, a lenda Mick Jones: Big Audio Dynamite.
A notinha
falava que era um pós-clash mais radical: tinha um DJ, reggae e até samplers de Osmar Santos... A música homenageava Escadinha (pesquisem aí) e finalizava
com a narração de um gol de Sócrates!
Não entendi nada é claro.
Mas virou uma obsessão. Precisava ouvir.
Não me lembro como, mas ganhei uma fita K-7 do disco Nº 10. Upping
St. Fiquei perplexo: o som mais moderno que já tinha escutado até então:
dançante, funk, pop-clashiano, reggae, punk-rock. Tinha de tudo.
Os fãs do Clash acharam um lixo. A crítica olhou de lado.
Nem liguei... Virou meu disco predileto de toda a adolescência. Meus amigos
roqueiros detestaram: não entenderam nada! Nem liguei, ouvia diariamente.
Minha fita se perdeu em alguma caixa em alguma mudança. A
música continua espetacular: Tem o ragga divertido Ticket, o rap Sightsee
MC (anos-luz à frente do
Public Enemy), a clashiana V. Thirten, o pop radiofônico de C’mon
Every Beat Box e a genial Sambadrome.
Ouçam!

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