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sexta-feira, 10 de julho de 2015

As Exorcitas: Ho, he, ho... Senhora Vanderbilt.

Sabe aquele momento que você descobre que não sabe nada de música nacional? Quando ouve uma maravilha perdida. Uma cover absolutamente sensacional de Paul McCartney... As Exorcitas! Quem? Não se preocupe, quase ninguém conhece... Ho, he, ho... Senhora Vanderbilt.

Melhores Shows da Vida: Ian McCulloch no Iate!


Não teve nenhuma grande divulgação.

Lembro de uma chamada curta no caderno Divirta-se do Correio Braziliense.

Uma foto e letras miúdas. Show dia 23/07/2004. Iate Clube.

Achei que fosse engano, liguei pra meu amigo Lúcio, The Passenger. Figurinha antenada, descolada e sombria, meio-londrina, meio-dark, meio-qualquer-coisa...

Show confirmado, The Passenger comprou os ingressos. O roteiro foi o seguinte: linha 600 até a Rodoviária. Depois táxi até o Iate. Nos entupimos de traçado, coquetel à base de cortezano, 51 e limão, servido à temperatura ambiente... uma bomba... alternávamos com cerveja. Também em temperatura ambiente. Não ia dar certo.

Na entrada, tipos e tipos esquisitos, éramos normais. Modelito tênis, calça jeans e camiseta. Não tínhamos cabelos pintados, nem pearcings, nem óculos fundos de garrafa, normais... por isso estranhos para os outros.

A produção do show era absolutamente caseira: fichinhas de cartolina e cervejas no isopor.

Quando Ian McCulloch entrou no palco, pontualmente às nove da noite, transformou o espaço em um templo. Alternávamos euforia e contemplação. A lenda bem ali: voz e violão!!! Não me lembro do set, apenas que mais de meia-hora o público assistiu sentado. Um amigo tocando violão prá nós. Era essa a sensação.

Killing Moon foi de lascar... the game.. the cutter... um clássico atrás do outro... quem não chorou no bis não era desse mundo. Lips Like Sugar com Phillipe Seabra. Nossa lenda local.

Uma hora e meia de pura magia. Quando terminou, todos saímos felizes... eufóricos, sorridentes, missão cumprida e  a certeza de ter visto o melhor show da vida!

Prá finalizar a noite, tomado de espírito de porco, virei para The Passenger e disse: vai rolar um metal-farofa no Gates!

Ele sorriu e topou!

Depois daquele show poderíamos ir prá qualquer lugar: cantamos Scorpions, Poison e Motley Crue até as três da manhã... Estávamos perdoados. Rock'n'roll na veia!!!



segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Discoteca Básica: Big Audio Dynamite - No. 10 Upping St.


Tinha por volta de 14 anos. Li na Bizz sobre o novo grupo de um ex-integrante do Clash, a lenda Mick Jones: Big Audio Dynamite. 
A notinha falava que era um pós-clash mais radical: tinha um DJ, reggae e  até samplers de Osmar Santos... A música homenageava Escadinha (pesquisem aí) e finalizava com a narração de um gol de Sócrates!

Não entendi nada é claro.
Mas virou uma obsessão. Precisava ouvir.
Não me lembro como, mas ganhei uma fita K-7 do disco Nº 10. Upping St. Fiquei perplexo: o som mais moderno que já tinha escutado até então: dançante, funk, pop-clashiano, reggae, punk-rock. Tinha de tudo.

Os fãs do Clash acharam um lixo. A crítica olhou de lado. Nem liguei... Virou meu disco predileto de toda a adolescência. Meus amigos roqueiros detestaram: não entenderam nada! Nem liguei, ouvia diariamente.

Minha fita se perdeu em alguma caixa em alguma mudança. A música continua espetacular: Tem o ragga divertido Ticket, o rap Sightsee MC (anos-luz à frente do Public Enemy), a clashiana V. Thirten, o pop radiofônico de C’mon Every Beat Box e a genial Sambadrome.


Ouçam!