O melhor da internet é permitir descobrir verdadeiras preciosidades musicais.
Comece o dia com muito groove. Ouça The Isley Brothers. Gigantes da soul music norte-americana. Por alguma ironia não tiveram o sucesso que mereciam no Brasil.
Para quem gosta de Earth, Wind & Fire e Kool & The Gang.
Baladas deliciosas alternam-se com funk's arrasa-quarteirão. Vocais sublimes e banda impecável.
A música é surpreendente. Como levei tanto tempo para descobrir essa maravilha?Steppin Out de Fred Astaire!!! É jazz, é pop, é suave, é romântico...e é de 1952!!!
Um disco recheado de
standarts, clássicos absolutos norte-americanos.
Ouça sozinho: apreciando cada nota, cada solo...
Ouça com seu amor: namorando, acompanhado por um bom vinho
(tinto e seco por favor, não erre)...
Ouça com seus amigos: contando histórias, se divertindo com
as sacadas geniais, provoque dizendo que Fred é melhor que Sinatra, que é o
melhor disco de standarts de todos os tempos (o que não deixa de ser verdade).
No começo dos anos 1980, um inglês lançou um dos álbuns de estréia mais sensacionais do pop nacional: Vôo de Coração. Era antenado com o que o cenário internacional tinha de mais moderno: gélida, climática, repleta de sintetizadores. Herdeiro direto do Roxy Music e do Duran Duran. Mais do que isso, tinha uma sequência de hits impecável: Pelo Interfone, Casanova, Preço do Prazer e o grande sucesso 'Menina Veneno'! Tocava em novela das oito e no Fantástico. Na ficha técnica uma equipe de respeito: Lulu Santos, Lobão, Liminha e Steve Hacket!
Não era pouco, eram os melhores...
Explodiu de uma hora para outra. Não tem outra explicação, apenas explodiu. Combustão espontânea.O tipo de sucesso que não se consegue reproduzir em escala industrial.
O lançamento foi antecipado por conta do estouro nas rádios do país todo. Lembro como se fosse hoje: minha irmã chega em casa com aquele disco completamente estranho. Mas incrivelmente pop! Ouvi umas quinze vezes seguida!
Ritchie sofreu do mesmo mal que acometeu o RPM: fez tanto sucesso, que ainda não se recuperou do vendaval. E já se vão trinta anos. Chegou chutando as portas do mercado nacional e foi completamente engolido. Menina Veneno teve quinhentas mil regravações, cafonas, bregas, insuportáveis, de Zezé de Camargo & Luciano a Restart. Daria tema para um livro: como transformar uma música sensacional em insuportável.
Ouvir "Vôo de Coração" hoje é pura nostalgia. O disco ficou datado, envelheceu... Mesmo assim, recomendo a experiência, ouça sem preconceitos!
Era prá ser uma retrospectiva de 2013. O tempo foi passando e novas músicas chegando. A retrospectiva envelheceu. Novas descobertas, algumas antigas, outras realmente novas. O texto ficou meio assim, assim-assado. Desconexo em alguns trechos, conexo em outros. Meio retrospectiva, meio dicas de coisas que ando escutando. Às vezes sem fazer sentido, outras fazendo. Espero que gostem. Vamos lá então.
O ano foi bastante generoso com a turma da 3ª Idade: Paul
McCartney, David Bowie e a trupe Earth, Wind & Fire. Discos sublimes. Do
tipo que se ouve por completo, de ponta a ponta com um sorrisão no rosto. Nenhuma revolução musical, mas absolutamente
acima da média. Experimentem.
Uma de cada.
Ninguém
superou o Daft Punk. Um disco eletrônico orgânico. Cheio de groove, hits,
vocoders. Um trabalho dançável, pop, perfeito e descartável. Agradou todo mundo:
de crianças de 7 anos a tiozinhos de mais de 60. Tocou em todas as rádios e na
novela das nove. De brinde, uma revolução em nove minutos: Giorgio Moroder. Uma
música-tributo. Tendo como base uma entrevista do produtor italiano. A dupla francesa constrói um mix de tudo,
absolutamente tudo que tocou no mundo pop dançante de 1960 prá cá. Soul, jazz,
funk, eletrônico e games. No final da música tem um duelo entre um solo de
guitarra e os tiros de River Raid. Genial. Tudo em um clique, apenas um clique. É o tipo de música que vai virar verbete em enciclopédias de cultura pop. Só vi
algo parecido com Blue Monday do New Order. Prá não parar de dançar, completo a sequencia com
Erasure recheado de bases do Kraftwerk.
Se o assunto é música nacional, a cena paraense domina com
sobras. Exemplos? Tomem quatro:
1) A estrela pop. 2) A banda que mais
tem ralado no exterior na atualidade. 3) Música pop sofisticada e 4) Esquisitices
em larga escala. Gaby Amaranto, Gang do Eletro, Lia Sophia e DJ Jaloo. Não conhece? Deixe o
preconceito de lado e tente ficar parado.
Jaloo é tão esquisito que deixo o vídeo. Tirem suas conclusões: é andrógino, estranho, esquisito, bizarro. Isso é pop transgressor, mesmo sendo uma cover da maluquete Miley Cyrus. Exagero meu? Talvez.
Prá completar tem Bruno Souto e A Espetacular Charanga do
França. Também não conhecem? Não precisa agradecer. A música nacional está viva sim senhor.
Já ouviu falar em William Onyeabor? Quase ninguém conhece. Esqueça tudo que você sabe de música negra do terceiro mundo. Expressão velha, lá dos anos 80. Nada de Bob Marley, Jorge Ben e Fela Kuti. É uma mistura dos três. Ouçam. A música é viciante, hipnótica, vibrante.
P.S. Se você ainda não viu. O mundo se rendeu aos robôs. No palco tem Stevie Wonder e Nile Rodgers. Na platéia tem Paul, Ringo e Yoko, felizes que só, Kate Perry, John Legend e Steve Tyler dançando com aquela cara "eu devia ter feito essa música"! Sublime!!!