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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Música de Trabalho: disco novo de Paul McCartney!!!

Sabe aquele momento que o artista diz: " ...e agora nossa nova música de trabalho..." ? É hora de ir comprar cerveja, ir ao banheiro, fazer qualquer coisa.

Mas se for em um show de Paul McCartney, nem pensar!!! Sir Macca lançou um discaço, está em plena forma.




Não precisa acreditar em mim, basta ouvir.


E ainda tem gente reclamando do cenário musical. A velha guarda está botando pra quebrar. Prá quem gosta de música pop, também tem coisa nova da Tia Elton John e do Earth, Wind & Fire (Li por aí que não deve nada pro Daft Punk). Pode ser conversinha de hipster, mas vou conferir logo, logo...

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Lou Reed: três covers, duas solo, uma do Velvet e uma foto do acervo!

Eita mundinho injusto!!! O silêncio sobre a morte de Lou Reed é gritante.

Se o rock existe como é hoje, muito se deve a sua loucura. Nada de hippies, nem Beatles, nem rock adolescente. O esquema do Velvet era barra pesadíssima: heroína no som e na veia, distorção no máximo. O universo velvetiano era rodeado de cafetões,  travestis e sadomasoquismo.

A piração era tão grande que nem Jim Morrison aturava os caras. Não acreditem em mim, assustam o  filme The Doors, de Oliver Stone.


Nestes momentos os clichês são inevitáveis: o Velvet Underground sempre foi um péssimo vendedor de discos. Mas pra cada disco vendido, uma banda foi formada. Claro que em Nova York, não sejamos ingênuos! A capa do primeiro álbum é clássica: pop art, by Andy Warhol.




Lou Reed era o poeta, a estrela, John Cale o intelectual experimentalista.

Em 1992 comprei New York, o disco. Não entendi nada. Lou não cantava, declamava. Um canto falado, traduzir as letras era uma missão impossível. Lembro de uma música: Good Evening Mr Walden. Como não tocava nas rádios rock? Vá entender!!!

Antes disso, ouvi Jesus & Mary Chain: eram saudados como os herdeiros do Velvet! Confiram: a música está abaixo da microfonia. A negação da arte... a morte da música. Só sei que era assim.

Depois Sonic Youth, My Bloody Valentine...

No meio disso tudo comprei o cd Live MCMXIII, acho que em 1996. Dez faixas ao vivo. Uma de dezessete minutos que só ouvi inteira depois de dez anos.

Lou Reed se perdeu no próprio universo e virou mendigo em Berlin. Ele tinha tanto senso de humor que interpretou a si mesmo no filme Tão longe, tão perto. Um dos anjos encontra com Lou pedindo esmolas e pensa: "eu que não quero virar humano".

Como todo gênio, também fez besteiras monumentais: o disco gravado com o Metallica é ruim de dar dó. Um lixo. Não percam tempo.



Sem Lou Reed não teria glam rock, David Bowie, punk, gótico, noise... nada...


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Hey DJ!!!

Houve uma época que a revolução estava nas pistas. O rock estava chato, em uma mesmice sem fim. A dance music com suas infinitas variáveis era inventiva, contraventora, iconoclasta e pop, flertava com o rap, com o jazz, música árabe (Ofra Haza no filme Colors). Deliciosamente despretensiosa e sem nenhuma aspiração a ser arte. O DJ juntava tudo em um grande liquidificador e destruía o ídolo pop, o guitar hero e as grandes bandas. Era possível juntar temas de faroeste, riff''s grudentos, batida tribal e baixo psicodélico em pouco mais de três minutos. O artista era invisível. Viva o DJ!!! O eixo da música se deslocou. Sai Londres e Nova York e entram em ação Roma, Bruxelas e Berlin (Black Box, Tecnotronic e Snap). Alemães negros, travestis italianos. O mundo em desalinho... O que importava era a música. Mais punk impossível. E pensar que tudo isso foi acabar com David Guetta no Rock in Rio.

É só conferir.

1.M/A/R/S/S.
2. Bom the Bass.
3.S-Express.
4.Black Box.
5.Tecnotronic.
6.Snap.


Anos 90 by Ronie Santos on Grooveshark