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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Tirando a poeira da Vitrola.

Era prá ser uma retrospectiva de 2013. O tempo foi passando e novas músicas chegando. A retrospectiva envelheceu. Novas descobertas, algumas antigas, outras realmente novas. O texto ficou meio assim, assim-assado. Desconexo em alguns trechos, conexo em outros. Meio retrospectiva, meio dicas de coisas que ando escutando. Às vezes sem fazer sentido, outras fazendo. Espero que gostem. Vamos lá então.

O ano foi bastante generoso com a turma da 3ª Idade: Paul McCartney, David Bowie e a trupe Earth, Wind & Fire. Discos sublimes. Do tipo que se ouve por completo, de ponta a ponta com um sorrisão no rosto.  Nenhuma revolução musical, mas absolutamente acima da média. Experimentem.

Uma de cada.






Ninguém superou o Daft Punk. Um disco eletrônico orgânico. Cheio de groove, hits, vocoders.  Um trabalho dançável, pop,  perfeito e descartável. Agradou todo mundo: de crianças de 7 anos a tiozinhos de mais de 60. 
Tocou em todas as rádios e na novela das nove. 
De brinde, uma revolução em nove minutos: Giorgio Moroder.

Uma música-tributo. Tendo como base uma entrevista do produtor italiano. A  dupla francesa constrói um mix de tudo, absolutamente tudo que tocou no mundo pop dançante de 1960 prá cá. Soul, jazz, funk, eletrônico e games. No final da música tem um duelo entre um solo de guitarra e os tiros de River Raid. Genial. Tudo em um clique, apenas um clique. 

É o tipo de música que vai virar verbete em enciclopédias de cultura pop. 

Só vi algo parecido com Blue Monday do New Order. Prá não parar de dançar, completo a sequencia com Erasure recheado de bases do Kraftwerk.



Se o assunto é música nacional, a cena paraense domina com sobras. Exemplos? Tomem quatro:
1) A estrela pop. 
2) A banda que mais tem ralado no exterior na atualidade. 
3) Música pop sofisticada e 
4) Esquisitices em larga escala. 

Gaby Amaranto, Gang do Eletro, Lia Sophia e DJ Jaloo. Não conhece? Deixe o preconceito de lado e tente ficar parado.


Jaloo é tão esquisito que deixo o vídeo. Tirem suas conclusões: é andrógino, estranho, esquisito, bizarro. Isso é pop transgressor, mesmo sendo uma cover da maluquete Miley Cyrus. Exagero meu? Talvez. 



Prá completar tem Bruno Souto e A Espetacular Charanga do França. Também não conhecem? Não precisa agradecer. A música nacional está viva sim senhor.




Já ouviu falar em William Onyeabor? Quase ninguém conhece. Esqueça tudo que você sabe de música negra do terceiro mundo. Expressão velha, lá dos anos 80. Nada de Bob Marley, Jorge Ben e Fela Kuti. É uma mistura dos três. Ouçam. A música é viciante, hipnótica, vibrante.




P.S. Se você ainda não viu. O mundo se rendeu aos robôs. No palco tem Stevie Wonder e Nile Rodgers. Na platéia tem Paul, Ringo e Yoko, felizes que só, Kate Perry, John Legend e Steve Tyler dançando com aquela cara "eu devia ter feito essa música"! Sublime!!!


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