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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

No tempo dos dinossauros. Progressivo em sete lições.

O início dos anos 1970 foi sombrio para a música. O fim dos Beatles, as mortes de Janis e Hendrix e a Guerra do Vietnã eram o cartão de visita da nova década. Depois de Sargeant Peppers, a música pop atingiu a maturidade. Harmonias ficaram cada vez mais complexas e abriram as portas para a aproximação com o erudito. Frank Zappa avançou em várias direções com suas experimentalismo tresloucado e humor ensandecido...


A Banda do Sargento Pimenta.








Zappa.





Estavam dadas as cartas para que o novo se apresentasse. A nova canção pop  deveria ter no mínimo cinco minutos de duração, a guitarra virava coadjuvante e a alegria juvenil dava lugar para músicos formados em conservatórios. Letras etéreas, ficção científica e um mundo rural estilizado. Algo tipo hippie-chic. É possível?

No universo progressivo era possível conciliar a estrutura pop, porém em longas canções, com experimentações das mais diversas vertentes. Acabaram se perdendo no gigantismo e nos excessos. As músicas ficaram chatas e os shows perderam em naturalidade. Ainda bem que vieram os punks e deram um chute na porta.
Progressivo by Ronie Santos on Grooveshark



1-Yes – And You and I
Como foi difícil escolher apenas uma música do Yes. Optei pela pretensão. Talvez Close to the Edge seja a síntese do progressivo. Os músicos são brilhantes: conseguem ir do jazz ao gótico, passando por ritmos orientais e pelo rock. O teclado de Rick Wakeman é grandioso. A voz aguda de Jon Anderson liga todos os pontos. Podia dar errado, mas deu certo! Com o tempo, todo esse equilíbrio se perdeu. Mas a música é linda!
Genesis

2-Genesis – I know what I like. Teatro e música elevada a décima potência. Peter Gabriel ditava as regras. O contraste com a década de 1960, alegre e vibrante, e o cenário britânico da época marcado por crise econômica e tensão social.  No mais, um hit...
Emerson, Lake & Palmer.


3 – Emerson, Lake e Palmer – Lucky Man. É isso aí. Três monstros. Sucesso nas rádios brasileiras. Uma baladinha daquelas.




Jethro Tull



4 – Jethro Tull – Aqualung. Uma mistura de rock-folk-progressivo. Violão dedilhado e baixo frenético acompanhados por um solo poderoso. A letra é piração total: no início o homem criou Deus e depois Aqualung!


5 – Alan Parsons Project – The Turn of a Friendly Card. Suíte completa. Memória afetiva. Meus tios ouviam esse disco o dia inteiro. Progressivo em Buritizeiro.
Alan Parsons
6 – Marillion – Easter. Essa é da adolescência. Um disco incrível. O vocalista, Fish, era um sub-Peter Gabriel. Bom demais!!! Trilha sonora do carnaval de... de... de quando mesmo?


7 – King Crimson – Book of Saturday – A banda de Robert Fripp, infelizmente pouco famoso no Brasil. É um dos gigantes do progressivo. As improvisações são longas e as músicas excepcionais. A capa? Vocês lembram de uma certa Legião Urbana? É uma homenagem aos caras.
O tributo.







O Original.


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