O início dos anos 1970 foi sombrio para a música. O fim dos
Beatles, as mortes de Janis e Hendrix e a Guerra do Vietnã eram o cartão de
visita da nova década. Depois de Sargeant Peppers, a música pop atingiu a
maturidade. Harmonias ficaram cada vez mais complexas e abriram as portas para
a aproximação com o erudito. Frank Zappa avançou em várias direções com suas
experimentalismo tresloucado e humor ensandecido...
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| A Banda do Sargento Pimenta. |
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| Zappa. |
Estavam dadas as cartas para que o novo se apresentasse. A
nova canção pop deveria ter no mínimo
cinco minutos de duração, a guitarra virava coadjuvante e a alegria juvenil
dava lugar para músicos formados em conservatórios. Letras etéreas, ficção
científica e um mundo rural estilizado. Algo tipo hippie-chic. É possível?
No universo progressivo era possível conciliar a estrutura
pop, porém em longas canções, com experimentações das mais diversas vertentes.
Acabaram se perdendo no gigantismo e nos excessos. As músicas ficaram chatas e
os shows perderam em naturalidade. Ainda bem que vieram os punks e deram um
chute na porta.
1-Yes – And You and I
Como foi difícil escolher apenas uma música do Yes. Optei
pela pretensão. Talvez Close to the Edge seja a síntese do progressivo. Os
músicos são brilhantes: conseguem ir do jazz ao gótico, passando por ritmos
orientais e pelo rock. O teclado de Rick Wakeman é grandioso. A voz aguda de
Jon Anderson liga todos os pontos. Podia dar errado, mas deu certo! Com o
tempo, todo esse equilíbrio se perdeu. Mas a música é linda!
2-Genesis –
I know what I like. Teatro e música elevada a décima potência. Peter Gabriel
ditava as regras. O contraste com a década de 1960, alegre e vibrante, e o
cenário britânico da época marcado por crise econômica e tensão social. No mais, um hit...
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| Emerson, Lake & Palmer. |
3 – Emerson, Lake e Palmer – Lucky Man. É isso aí. Três monstros. Sucesso nas rádios brasileiras. Uma baladinha daquelas.
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| Jethro Tull |
4 – Jethro Tull – Aqualung. Uma mistura de rock-folk-progressivo. Violão dedilhado e baixo frenético acompanhados por um solo poderoso. A letra é piração total: no início o homem criou Deus e depois Aqualung!
5 – Alan Parsons Project – The Turn of a Friendly Card. Suíte completa. Memória afetiva. Meus tios ouviam esse disco o dia inteiro. Progressivo em Buritizeiro.
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| Alan Parsons |
6 – Marillion – Easter. Essa é da adolescência. Um disco
incrível. O vocalista, Fish, era um sub-Peter Gabriel. Bom demais!!! Trilha
sonora do carnaval de... de... de quando mesmo?
7 – King Crimson – Book of Saturday – A banda de Robert Fripp, infelizmente pouco famoso no Brasil. É um dos gigantes do progressivo. As improvisações são longas e as músicas excepcionais. A capa? Vocês lembram de uma certa Legião Urbana? É uma homenagem aos caras.
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| O tributo. |
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| O Original. |











Aquele ao lado da capa de Aqualung é o Robert Plant?
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